O
Esporte Clube Vitória acabou o ano de 2013, com relativo sucesso, Campeão
Baiano de modo tranqüilo e realizou uma campanha belíssima no Brasileiro, que
acabou em quinto lugar e por questões de detalhes, não obteve pela primeira vez
e toda sua história, uma vaga para Copa Libertadores da America.
E ano
que vem? Perdemos Max, mantemos Escudero, contratamos o zagueiro Dão e o
atacante Lucas, mas perdemos a zaga time titular, enfim, o que temos, e em
quais posições devemos contratar?
Goleiro: Posição sem problemas: Gustavo e Fernando podem ser
reservas de Wilson – titular que caiu nas graças do torcedor, por sua postura e
regularidade.
Titulado, pela mídia sulista, como o goleiro de defesas mais
difíceis do Brasileirão 2013. Detalhe: goleiro que “motivou” a dispensa de
Deola, merece todo o respeito.
Laterais Direitos: Nino e Ayrton são do mesmo nível. Se um
é mais veloz e habilidoso, o outro é mais experiente e mais regular (e “não se
lesiona” facilmente). Poucos times do Brasil têm dois laterais-direitos desse
nível. Esquerdo até se encontra, mas direito é escasso. Cruzeiro tem Ceará,
Grêmio tem Pará, São Paulo improvisa Paulo Miranda. Pra se ter uma ideia da
escassez, o destaque e mais cobiçado da posição no brasileiro 2013 foi Léo,
aquele Léo...! Nino, recuperado, enfim tem uma sombra e pode revezar, poupar
seu desgaste físico por conta da correria, e evitar lesões.
Laterais Esquerdos: Jean, Tarracha, Mansur e Euller. Posição
de luxo no Vitória. Jean foi o melhor do brasileiro 2013, segundo o troféu
Armando Nogueira. Mansur era incontestável no primeiro semestre, até se
lesionar. Dificilmente é mantido 4 jogadores desse nível na mesma posição: o 3º
e o 4º podem se desvalorizar. Como o 4º é da base e muito jovem, seria
interessante emprestar o mais emergente e pertencente ao clube: Mansur: com 50%
do passe estipulado em R$ 3 milhões, sob análise, para no futuro gerar receita.
Assim como gerou com o lateral-direito Léo.
Volantes: Marcelo, Cáceres, Neto Coruja e Lucas Zen serão
os principais, mas Gabriel Soares e Édson Magal, joias da base, têm qualidade e
necessitam de oportunidade. E quando tiveram, não decepcionaram. Magal,
inclusive, foi destaque e fez gols importantes (como aquele Golaço contra o
Náutico, de fora da área, na segunda rodada), ainda assim, perdeu espaço.
Faltou dar continuidade. Para se ter uma ideia da “fartura” na posição, o clube
não demonstrou interesse algum nas renovações de Michel e Luis Alberto. No
esquema de Ney Franco só jogam dois. Há seis, de bom nível técnico.
Agora, as posições ainda carentes:
Zagueiros: não dá para manter somente Dão e Renato
Santos.
Tem que
vir mais um. Há posições que são cruciais e a zaga é uma delas. Alguns esquecem
que o último rebaixamento, em 2010, se iniciou com a derrota de 1x0 pra o
cruzeiro, dentro de casa, com um gol de cabeça de Thiago Ribeiro, em cima do
improvisado Jonas, por falta de opções (zagueiros) no elenco.
Solução: contratar um incontestável, testar Josué aos poucos e, a
depender, trazer outro – quem sabe o regular Luiz Gustavo novamente – para o
início do brasileiro. Matheus Salustiano, outra joia da base, estava em
negociação com Braga/POR e, a esta altura, deve ter sido emprestado.
Meias: por mais que se busque justificativa, hoje, o único
titular e absoluto é Escudero. Mas não pode ser único. Precisa, no mínimo, de
um reserva. Além disso, o seu companheiro ninguém sabe quem é. Ramon Meneses
deu lugar a Pedro Ken, Pedro Ken deu lugar a Cajá, Cajá - que caiu de
rendimento – deu lugar a ninguém. Arthur Maia, Leilson, Mineiro, Felipe e
Vander são eternas promessas. E que
“eternas”... Marquinhos, recuado, seria uma opção aceitável para a posição, mas
não pode ser a solução. Tem que haver um jogador de alto nível, o maestro, o
autêntico camisa 10. Principalmente no esquema de Ney Franco, onde os meias têm
plena liberdade para atacar. Declarações mostram que Falcão não quer contratar
nesta posição para que os “garotos” tenham mais espaço e facilidade de serem
testados.
É uma
ideia. Se não a melhor, um risco aceitável em se tratando de primeiro semestre
(e apenas isto), pois, como todo risco, tem o lado sombrio: no inicio do
brasileiro, correr atrás de um titular (desempregado ou reserva de outro clube.
Pois, jogador bom e disponível no meio do ano é algo raro), e aí, das 5
promessas citadas, 2 ou 3 ficam em disponibilidade a serem emprestados e os
outros, de sobreaviso ou de molho. Mas, que Falcão esteja certo e os “garotos”
deslanchem.
Atacante de beirada (“o homem velocidade”): Willie e William
pica-pau podem ser os caras de 2014. São atacantes emergentes e de fato merecem
créditos. Marquinhos é outro versátil, recuperou o futebol, embora perca muitos
gols e perder gols é fator extremamente negativo para um atacante. Posição
fundamental no futebol. Se encontrássemos outro Maxi Biancucchi, seria um novo
sonho ou uma outra realidade. Que os jovens aproveitem o espaço. Caso
contrário, no inicio de maio inicia-se a caça ao mercado. Como os jovens são
promissores, é um risco menor do que o citado no meio de campo. Mas, ainda
assim, é um risco.
Atacante de Área: Dinei é único. Além disso, é aquele
jogador que, por mais que seja artilheiro, não cai nas graças ou unanimidade do
torcedor. Não é, de fato, homem de área. Fala-se em pivô. O famoso
“raspadinha”. É importante no elenco, mas sempre será contestado por suas características
e limitações. Precisa de um concorrente, que surpreenda o torcedor.
Mas,
enquanto não se encontra essa “cara”, que Dinei continue fazendo gols.
Contratações
imediatas (três): um zagueiro, um meia armador e um centroavante. Mas não
adianta trazer qualquer um.
Contratações
para o início do brasileiro (três): mais um zagueiro, um reserva para Escudero
e um substituto de Maxi Biancucchi (que seja incontestável, como o argentino
foi).
Time base para o início de 2014:
Wilson,
Ayrton ou Nino Paraiba (briga boa), Dão Renato Santos, Jean Marcelo Cáceres,
Escudero, Marquinhos, Willie ou William Pica-Pau (briga boa) e Dinei
Futebol
Bahiano.com
Marcelo

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